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Roubos expõem a fragilidade dos condomínios de luxo na região de Campinas

Atual onda de crimes leva condôminos a investir pesado em equipamentos de proteção

 

A onda de roubos em condomínios horizontais de alto padrão registrada nos últimos meses na região de Campinas levou os moradores a construírem fortalezas dentro das muralhas de concreto reforçadas por vigilantes presenciais e virtuais que cercam os imóveis de luxo. A intenção é a de se protegerem das ações ousadas dos criminosos. As medidas vão desde a instalação de câmeras, colocação de barras de ferros em portas, a aquisição de cães de guarda e a plantação de arbustos espinhosos no entorno das casas.

Apenas nos oito primeiros meses deste ano, a região de Campinas contabilizou ao menos oito invasões a condomínios de luxo. Em sete deles, os criminosos usaram o mesmo modus operandi: abriram buraco no muro e depois invadiram residências, sempre nas madrugadas. A Polícia Civil acredita que as ações sejam cometidas não apenas por quadrilhas especializadas, mas também por criminosos aventureiros.

Quatro dos assaltos ocorreram em Campinas e, nas ações, os ladrões levaram joias, relógios de luxo e dinheiro. “Minha pretensão era morar em um local com segurança. Por isso, há quatro anos, decidi me mudar para um condomínio fechado. Desde então, deixava as portas destrancadas e me sentia livre, perto da natureza. Mas, recentemente, acordei de madrugada com dois bandidos ao lado da minha cama. Entrei em pânico. Eles reviraram minha casa, mas não levaram nada. Acho que desistiram porque passei mal. Desde aquele dia, não consigo mais dormir com a porta do meu quarto aberta”, contou um professor, que prefere não ser identificado. “No mesmo dia em que eles entraram na minha casa, contratei uma empresa de segurança e coloquei câmeras com monitoramento à distância, sensores e alarmes. E já penso em substituir as janelas abertas da sala por um modelo com grades”, acrescentou.

A insegurança do professor teve um efeito dominó no condomínio onde ele mora. Além dele, outros vizinhos também investiram, isoladamente, em aparatos extras de segurança para as suas residências. “As invasões estão recorrentes e as opções de equipamentos voltados à segurança geral do condomínio não têm se mostrado adequadas para a segurança individual das residências. O que enxergo para um resultado mais eficiente é a união de diversos sistemas individuais atuando em conjunto com os que abrangem o condomínio como um todo, trazendo maior segurança e benefícios”, frisou o professor.

Alternativas

Síndico de um condomínio fechado que foi alvo de bandidos, Cláudio Romanelli, afirmou que apoia a iniciativa dos condôminos que estão buscando alternativas individuais. Romanelli mesmo teve essa iniciativa há cerca de três anos, quando a sua casa foi alvo de seis disparos efetuados do lado externo do condomínio onde mora. “No meu caso, não foi um assalto, mas um ataque. Mesmo assim, demonstrou que eu precisava de mais segurança. Na época, coloquei alarmes, câmeras, travas de metal nas portas e janelas, portão eletrônico e, recentemente, plantei árvores com espinhos”, relatou. “Apoio essa decisão dos moradores e não vejo problema em eles buscarem alternativas próprias”, acrescentou.

Consultor em Segurança Pública, Ricardo Lopes, destaca que os projetos dos empreendimentos precisam se modernizar e acompanhar a dinâmica do crime. Para ele, 90% das invasões que acontecem em condomínios são por furos em alambrados e muros em locais vulneráveis.

“Não existe uma segurança 100%, mas é preciso acompanhar a evolução tecnológica dos criminosos. Sou defensor do uso da tecnologia na segurança em conjunto com o adequado gerenciamento dos recursos humanos, mediante o uso de aplicativos modernos, capazes de monitorar uma grande área e ainda reforçar a vigilância em regiões vulneráveis com rapidez. É possível, usando-se o QR Code, por exemplo, aumentar a efetividade dos recursos humanos, colocando um segurança em vários locais em um curto espaço de tempo”, acrescenta Lopes.

 

Para o consultor, a maioria dos roubos em condomínios é de oportunidade, ou seja, o morador não colabora com a segurança coletiva e individual. “É imprescindível que o morador não deixe portas abertas e instale câmeras e alarmes em casa. Além disso, evite construir quartinhos próximo aos muros do fundo, pois eles tiram a frequência das cercas”, orientou.

O especialista em Segurança Pública, Alberto Santos, também reforça que os condomínios precisam avaliar frequentemente o projeto de segurança implantado e questionar se vale a pena reduzir custos nessa área.

 

“Os condomínios são pequenos ‘brasis’. Quando há a necessidade de se reduzir despesas, vão logo no RH. Esse tipo de contenção precariza todo o projeto de segurança. Tiram trabalhadores e inserem tecnologia. Tecnologia não é o mesmo que segurança, é apenas uma das ferramentas da segurança. Segurança é um conjunto de ações estrategicamente planejadas”, disse.

 

Paralelamente à instalação de sistemas individuais de segurança, o chefe de investigação da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Campinas, Marcelo Hayashi, lembra que a Polícia Civil trabalha na identificação dos criminosos, no entanto, é essencial o estabelecimento de uma relação de confiança entre a Polícia e os moradores desses empreendimentos. “Muitas vezes, temos dificuldades de acessar os condomínios e esse receio atrasa a ação da polícia. Por se tratar de área restrita, a entrada de viaturas é restrita, embora absolutamente necessária para se proceder o policiamento preventivo”, disse Hayashi.

 

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